sexta-feira, 25 de maio de 2018

Pipetas e Pipetadores

Nesta postagem vamos falar sobre um dos instrumentos mais utilizados em um laboratório de química, a pipeta. Há vários tipos de pipeta. Elas são, sem dúvidas, aparelhos indispensáveis e, portanto, de uso obrigatório na realização de práticas que envolvam medição de volumes no laboratório, pois estas práticas necessitam de aferições exatas de volumes, o que garante a qualidade dos resultados das análises. No decorrer do texto iremos abordar os tipos mais comuns, conceituá-los e fazer algumas considerações sobre o uso a depender do seu tipo.


A função principal das pipetas é medir e transportar quantidades precisas de material líquido. Ela pode ser classificada em manual ou automática. A depender do tipo da pipeta ela pode medir volumes fixos ou variados de líquidos. Existem diversos tipos, entre os mais comuns, temos a pipeta graduadapipeta volumétrica, pipeta automática e a de Pasteur.

OS PRINCIPAIS TIPOS DE PIPETA

PIPETA GRADUADA - Apresenta graduações ao longo de sua estrutura que possibilitam a sucção de variadas quantidades de líquido. Esse modelo não pode ser aquecido e é utilizado para a medição de pequenos volumes e volumes variáveis.

PIPETA GRADUADA


PIPETA VOLUMÉTRICA - Utilizada para medição e transferência de volumes de líquidos. Esse modelo possibilita o transporte de apenas uma determinada quantidade de volume, e não pode ser aquecido por conta de possível descalibragem, assim ela pode oferecer uma grande precisão de medida.

PIPETA VOLUMÉTRICA

Observação: Calibração é o conjunto de operações que estabelecem, sob condições especificadas, a relação entre os valores indicados por um instrumento (calibrador) ou sistema de medição e os valores representados por uma medida materializada ou um material de referência, ou os correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões.
Recomendamos que assista aos vídeos para um melhor entendimento do uso eficiente das pipetas e para conhecer mais suas especificidades.

Vídeo 1 - Como usar a pipeta graduada.


Vídeo 2 - Como usar a pipeta volumétrica.


PIPETA DE PASTEUR Um modelo bastante simples, criado pelo médico francês Louis Pasteur. Não apresenta abertura no topo, apenas em sua base para entrada de líquido. Possui um “balão” que, quando pressionado, expele o ar para o exterior da pipeta. São comumente produzidas em plástico e são descartáveis.

PIPETA DE PASTEUR

PIPETAS AUTOMÁTICAS - As pipetas automáticas foram inventadas na década de 1940 por George Riggs. A pipeta automática é um aparato composto de uma parte fixa, contendo todos os dispositivos para seu funcionamento, à qual se adapta uma ponteira removível (tip), normalmente de plástico. A parte fixa apresenta um pistão de aço inoxidável capaz de mover-se dentro de um cilindro. O movimento apropriado cria vácuo, fazendo com que o líquido em contato com a ponteira seja aspirado para dentro do cilindro, ocupando o volume antes ocupado pelo ar.

PIPETA AUTOMÁTICAS

Atualmente as pipetas automáticas são amplamente utilizadas, principalmente em laboratórios de Biologia Molecular, Microbiologia e Bioquímica. Elas são capazes de transferir pequenos volumes (entre 0,25 µL – 5000 µL) com alta reprodutibilidade e exatidão. Cada pipeta apresenta uma faixa de volume ajustável, e é conhecida pelo volume máximo que pode dispensar. Por exemplo, a P1000 é capaz de dispensar volumes de 200 µL a 1000 µL (1 mL).


Leia também:

😐 Processos de Separação de Misturas Homogêneas e Heterogêneas;

😜 PASSO-A-PASSO de como preparar uma SOLUÇÃO no laboratório de Química.



ESPECIFICIDADES DAS PIPETAS QUANTO À COR

As pipetas possuem em sua parte superior uma faixa de cor distinta “um pouco larga” que indica o tipo da pipeta.  Cada cor de faixa indica a capacidade e a divisão de escala, a qual a pipeta consegue medir de volume, conforme imagem a seguir:

ESPECIFICIDADES DAS PIPETAS QUANTO À COR

Também podemos observar que algumas pipetas podem apresentar dois traços superiores à faixa de cor larga. Quando ela apresenta os dois traços, isto indica que se trata de uma pipeta de escoamento total, ou seja, precisará ser soprada para ser retirado líquido total de dentro da pipeta. Agora, quando só apresenta apenas um traço acima da faixa de cor larga, indica que mesmo que sobre uma gotinha de liquido dentro da pipeta, sua aferição já considera o descarte dessa gotinha, não interferindo na precisão da medida do volume.

DE OLHO NO MENISCO

Chama-se de menisco, a curva formada pelo líquido na parte superior da pipeta, e pode ser côncavo ou convexo a depender do tipo de líquido. A forma da curva surge devido a forte interação das moléculas do líquido entre si ou pelas moléculas do vidro da pipeta. Quando essa atração for mais forte entre as moléculas do líquidos pelas a do vidro temos a forma do menisco côncavo, e quando a atração for mais forte entre as próprias moléculas do líquido, temos a forma do menisco convexo.

MENISCO

Vale ressaltar, que a leitura do volume do líquido deve ser feita tomando como a base inferior, no caso do menisco côncavo, e a base superior no caso do menisco convexo. E, realizar a observação levantando a pipeta na altura dos olhos do observador.

CUIDADOS EM SEU MANUSEIO

  • Não pipetar com a boca. Utilizar sempre um dispositivo para a pipetagem;
  • Utilizar pipetas íntegras; descartar as pipetas que apresentem pontas quebradas;
  • Utilizar pipetas limpas e secas;
  • Utilizar pipetas com volume total o mais próximo possível do volume a ser medido;
  • Para medidas de soluções viscosas, evitar que o líquido ultrapasse muito a marca de medida, limpar a parte externa da pipeta e lavar a mesma várias vezes na solução que irá receber o material pipetado;
  • Nas soluções incolores coloca-se o menisco inferior na marca de calibração, enquanto que nas soluções coradas o acerto se faz na parte superior do menisco;
  • Os olhos devem estar posicionados na altura da leitura do menisco;
  • Utilizar a pipeta sempre na posição vertical (tanto para aspirar como para desprezar o líquido);
  • O fluxo do líquido deve ser contínuo.

APARELHOS PARA PIPETAGEM - PIPETADORES

Abaixo mostraremos, a título de informação, alguns pipetadores que auxiliam no processo de sucção de líquidos através dos diferentes tipos de pipetas, porém não entrarei em detalhes, isto será tema de uma próxima postagem, que tão logo esteja pronta adicionarei o link aqui. Assista a apresentação dos três principais tipos de pipetadores:

PIPETADORES

Assista a apresentação sobre os três principais tipos de pipetador:


Esperamos que você tenha tirado suas dúvidas e aprendido um pouco mais sobre as pipetas.

Um mol de abraços!!!!


Referências

ATOMIZANDO. Pipeta graduada e volumétrica. Disponível em: < http://atomizandoifam.wixsite.com/atomizando/pipeta-graduada-e-volumetrica/> Acesso em: 23 de maio de 2018.
BIOMEDICINA BRASIL. A leitura do menisco. Disponível em: < http://www.biomedicinabrasil.com/2014/01/a-leitura-do-menisco.html/> Acesso em: 23 de maio de 2018.
LAB NETWORK. A importância da pipetagem nos processos analíticos. Disponível em: < https://www.labnetwork.com.br/especiais/a-importancia-da-pipetagem-nos-processos-analiticos/> Acesso em: 25 de maio de 2018.
PORTAL LABIG. Pipeta automática. Disponível em: < http://labiq.iq.usp.br/paginas_view.php?idPagina=13&idTopico=65#.WwgtPkgvw2x/> Acesso em: 25 de maio de 2018.

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