domingo, 5 de novembro de 2017

Um pouco da história do blog Química Periódica e do autor

blog Química Periódica
Olá amigo(a), meu nome é Irivan A. Rodrigues, sou idealizador deste blog, sou professor graduado em Química, possuo especialização em Educação Ambiental, sou tecnólogo em Negócios Imobiliários e atualmente sou Mestrando em Química.

A ideia para criação do blog Química Periódica surgiu da necessidade de indicar bons materiais e conteúdos da disciplina de química, os quais pudessem auxiliar e complementar o aprendizado de meus alunos de ensino médio.


A meta deste blog é proporcionar aos estudantes a utilização das novas tecnologias a favor do ensino de química. Saiba que os temas abordados aqui têm uma correlação direta com seu cotidiano e aos conteúdos vistos em sala de aula. Aqui você encontrará postagens sobre diversos temas, como: meio ambiente, experimentos de química, conteúdos didáticos, curiosidades ligado à química, e muito mais. É só você clicar a vontade para descobrir um mundo novo de informações.

O blog Química Periódica é um espaço criado para você, estudante, que nos procuram para fazer seus trabalhos da escola, ou que simplesmente gosta de vasculhar a internet a procura de coisas interessantes e prazerosas, as quais possam proporcionar novos conhecimentos.

O blog Química Periódica está aberto ao público desde Outubro de 2010, sendo atualizado semanalmente com novas postagens. Possui uma média de 1.500 (um mil e quinhentos) visitas por dia, totalizando mais de um milhão de acessos, desde a sua criação.

Me dedico para que este espaço seja para todos um instrumento dinâmico e que realmente colabore para o seu desenvolvimento na aprendizagem em química. E espero, que você goste do nosso blog, e que volte mais vezes!

Se possível gostaria que você me ajudasse a divulgar este espaço, por meio das redes sociais e também falando do blog Química Periódica para seus amigos e amigas da escola.

Antes de você compartilhar nossa página no facebook, se quiser, poderá continuar lendo para conhecer um pouco de minha história acadêmica:

Um pouco da história de minha vida acadêmica

Irivan - Autor do blog Química Periódica
Bem, como disse acima, me chamo Irivan, sou licenciado em Química pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB, especialista em Educação Ambiental pelas Faculdades Integradas de Patos – FIP, sou Tecnólogo em Negócios Imobiliários pelo Instituto Federal da Paraíba – IFPB e atualmente faço Mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. Se desejar conhecer mais sobre as minhas titulações, poderá acessar o link do Currículo Lattes.

Sou filho de dois agricultores, ambos sabem apenas “desenhar” seus nomes. Minha mãe além de agricultora também trabalhava como servente (serviços gerais) na escola municipal Emídio Joaquim Alves, situada em um povoado chamado Barro Vermelho, pertencente ao município de Mulungú-PB. Foi neste povoado que vivi até meus 18 anos de idade.
 
Minha primeira escola - Escola Municipal Emídio Joaquim Alves
Minha primeira escola - Escola Municipal Emídio Joaquim Alves - Eu e a mina avó que plantamos essa árvore de Pau-Brasil. Nessa época eu já estudava na UFPB.

Minha vida acadêmica começou justamente nesta escola, a qual carrega o nome de meu saudoso avô em sua homenagem por ele ter cedido o terreno para construção da mesma. Estudei nela até a conclusão do ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano); a minha casa ficava ao lado da escola... tenho boas recordações de ambas.

Meu ensino fundamental II (do 6º ao 9º) e médio, na sua maior parte, se deram na cidade de Guarabira, na escola Estadual Prof. José Soares de Carvalho. Porém para que você entenda um pouco de minha rotina diária e a minha luta para estudar, vou relatar: como naquela época não tinha água encanada no povoado (hoje já tem), meus pais me acordavam para eu ir buscar água de galão em açudes da redondeza, eu fazia pelo menos três viagens para pegar a água para suprir as necessidades diárias, de todo santo dia. Feito isso, tomava café e saia para ajudar meu pai na lida com a agricultura e criação de animais (no campo, trabalhei em tudo que você possa imaginar). Deixava meu pai às 10h00 da manhã, me dirigia a minha casa para me aprontar para sair com outros colegas à escola, em Guarabira.

Eu e meus colegas íamos para escola de ônibus escolar, porém de minha casa até o ponto do ônibus tínhamos que andar cerca de 40 minutos, em pleno meio dia. Em época chuvosa era um terror... sapatos sujos pela lama, roupas molhadas... chegávamos em casa da escola por volta das 19h30, e ocorria as mesmas coisas... tem cada história relacionado a esse percurso: corrida em linha de trem, caminho mal assombrado, andar dependurado em cerca de arrame farpado, etc., mais infelizmente não dá para contar tudo, do contrário este resumo ficaria muito grande.

Durante a conclusão do ensino fundamental II, o ônibus deixou de transportar os estudantes até Guarabira, por falta de pagamento da prefeitura, o que me obrigou a estudar por um ano na cidade de Mulungú, na escola estadual Major Antônio de Aquino. Aqui o esforço não foi menor... eu saia de casa às 12h00 de bicicleta para chegar na escola às 13h00. Era uma hora de pedalada, debaixo de um sol de rachar. E quando passava um ônibus por mim, na estrada de terra, eu suado, a poeira subia e eu ficava como? Kkkk... sujo, suado, cansado e cuspilhando poeira (mas era divertido). No ano seguinte, tudo foi resolvido, voltei a estudar na cidade de Guarabira.

No segundo semestre do 3º ano do ensino médio, por razão particular, tive que estudar numa outra escola estadual José Paulo de França, na cidade de Marí, também vizinha ao povoado onde morei.

Então, conclui meu ensino médio e prestei vestibular para UFPB, para o curso de Química em licenciatura. Outra fase de meus estudos que não foi nada fácil. Era uma outra cidade (uma grande cidade, a capital), tudo era novo e muitas das vezes sozinho para resolver e tomar decisões que ainda não estava pronto para tal. Sem falar nas disciplinas do curso, não as de Química (eu adorava), mas as de física e os temidos cálculos da vida. Eu ainda muito inexperiente e ter que lidar com aquela enxurrada de informações novas (e nada fácil, convenhamos!).

Nessa época, morrei na casa de familiares, que me ajudaram muito. Primeiro morei na casa de um tio na cidade de Bayeux (na grande João Pessoa), em seguida morei na casa de uma tia em João Pessoa, e depois voltei mais uma vez a morar na casa de meu tio de Bayeux. A todos eles, sou muito grato pela ajuda, e por ter aberto as portas de suas casas, muito obrigado!

Bem, em relação ao curso de Química, eu gostava muito (e agora, amo💙), nunca reprovei uma disciplina de química, sempre fui um aluno atento (ainda sou rsrs), mas nas disciplinas de cálculo (aquelas demônias kkk) tiraram muito meu juízo. Porém um fato que me marcou e machuca até hoje, foi quando eu estudava a disciplina de cálculo I. Como contei acima, percebe-se que não tive uma boa base em meus estudos, mas sempre fui um aluno muito dedicado a eles, sempre procurei responder as listas, nunca faltei a uma aula de cálculo e nem fui aluno de conversar durante as aulas ou de filar, nem que por isso tirasse nota baixa. Sempre mantive uma certa aproximação com o meu professor, falava de minhas dificuldades, enfim... fiz a final de cálculo I numa turma de 60 alunos de duas turmas diferentes. A fila rolou solta, porém eu mais uma vez paguei para ver... resultado, não consegui a nota que precisava (já esperava por isso). Mas o que mais pesou não foi o fato da reprovação ou mesmo ter que repetir tudo de novo, mas sim, a frase que o professor “F” me disse em tom de ironia e de deboche quando fui saber o resultado da prova (e pedir que me ajudasse, se possível, me desse outra chance), palavras dele “você salvou a turma, foi o único que ficou reprovado”😢. Tentei argumentar, pedi sua ajuda, expliquei a situação e tudo que ganhei foi esta maldita frase que não sai de mim.

Mesmo assim, desisti? É claro que não, no semestre seguinte me matriculei novamente na disciplina (com outro professor), e aqui estou.

Hoje atuo ensinando em duas escolas públicas, como professor efetivo. Tenho orgulho do que faço. Por tudo que vivi tento também enxergar em meus alunos suas dificuldades, sempre tentando ajuda-los de alguma forma. Por que sei, que assim como têm muitos alunos desinteressados, assim têm também alunos com muitas dificuldades trazidas de seus lares, seja por questões emocional, financeira ou social.

E uma das formas que arrumei para manter um contato mais próximo de meus alunos foi a criação deste blog, Química Periódica.

O que posso te dizer hoje para você é, nunca desista de seus estudos. Por mais que doa uma reprovação ou palavras mal proferidas, não dê ouvidos e continue sua jornada. Um dia alguém vai ler o mesmo que você está lendo agora, só que será a sua história. A história de alguém que já venceu. Mas que continua buscando para continuar a dá bons exemplos aos meus alunos.

Seja grato a Deus e aos seus pais por tudo (eu devo tudo aos meus pais, em especial a minha saudosa e amada vó Neves). A todos que me ajudaram (e também aos que me deram pancadas) meu muito obrigado, pois todos contribuíram a sua maneira para eu chegar até aqui (mestrando).

😝Ah, acredito que este blog vá fazer parte de meus estudos para o meu produto educacional que estou desenvolvendo como conclusão de meu trabalho de mestrado. E, aproveito este momento para estender meus agradecimentos aos que estão me ajudando nesta novíssima fase acadêmica, a quem deixo um mol de abraços, a minha coordenadora do PROFQUI-RN, a Profa. Dra. Márcia Teixeira Barroso, pela dedicação na condução do curso, a CAPES pelo apoio financeiro e em especial a minha orientadora, a profa. Dra. Luciene da Silva Santos, pela paciência e horas dedicadas a minha orientação.

Se você se identifica com minha história e/ou quem sabe queira contar um pouco da sua, para que ela sirva de exemplo para outras pessoas que estão na luta, deixe seu comentário, logo abaixo👇.

Um mol de abraços... volte sempre!

Att,

Irivan A. Rodrigues

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