sábado, 4 de novembro de 2017

A história da radioatividade

A história da radioatividade
O estudo árduo em ciência faz com que os cientistas deem atenção a qualquer fenômeno que ocorra, por mais simples que seja, o que leva muitas vezes a descobertas fantásticas. Foi o que aconteceu em 1985 com o físico alemão Wilhelm Roentgen (19845-1923). Ele estudava as propriedades da eletricidade com tubos de raios catódicos, quando, de repente, notou a emissão de um tipo de radiação que atravessava determinados materiais. Descobriu também que essa poderosa emissão era capaz de impressionar uma chapa fotográfica. O fenômeno, até então desconhecido, foi chamado por Roentgen de raio X.


Dois anos depois, Antoine Henri Becquerel (1852-1908), físico francês, resolveu procurar uma relação entre os rios X e a fosforescência (propriedade de certos materiais de reluzirem por um curto intervalo de tempo) de uma substância de urânio. Ele acreditava que, colocando cristais de substâncias que contêm átomos de urânio em cima de uma chapa fotográfica, embrulhada em papel preto, e expondo-os à luz solar, eles emitiam raios X e iriam impressionar a chapa fotográfica.

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E, mais uma vez, um fato experimental foi descoberto casualmente: num dia nublado, o físico suspendeu o experimento, pois não havia luz solar para produzir fosforescência, e guardou a substância embrulhada em papel preto dentro de uma gaveta que continha uma chapa fotográfica. Alguns dias depois, revelou várias chapas, inclusive a que estava na gaveta. E qual não foi a sua surpresa ao notar que ela também trazia uma mancha característica. O urânio havia impressionado a chapa mesmo sem receber luz solar. Diante desse fato, Becquerel deduziu que a emissão desses raios não tinha conexão com os raios X descobertos por Roentgen, nem com a luz solar, nem tampouco com a propriedade de fosforescência: originara-se dos próprios átomos do elemento urânio. Conclusão: os átomos de alguns elementos químicos são naturalmente radioativos, ou seja, emitem radiação. Esse fenômeno ficou conhecido como radioatividade.

Chapa de Raio X

Marie e Pierre Curie
O conhecimento sobre radioatividade avançou ainda mais com as pesquisas do casal de químicos Marie e Pierre Curie. A polonesa Marie Curie e seu marido, o francês Pierre Curie, trabalharam arduamente com minérios que emitiam uma radiação muito intensa e puderam identificar a existência de novos elementos químicos cujos átomos eram bastante radioativos: o rádio (Ra) e o polônio (Po). Apesar de todo o esforço dos pesquisadores, eles não puderam explicar a origem da radiação emitida por esses elementos. O segredo estava escondido na própria estrutura da matéria, ou seja, a origem da radiação relaciona-se à estrutura do átomo. Só que isso eles ainda não tinham condições de demonstrar com os conhecimentos conquistados até então.

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Nessa época, já se sabia que átomo não era exatamente como previa a teoria atômica de Dalton: uma esfera maciça e indivisível. Mas os novos modelos também não explicaram o fenômeno da radioatividade. Por isso, todos os cientistas envolvidos nesse campo sentiram-se ainda mais desafiados a aprofundar seus estudos.

No final do século XIX, o físico neozelandês Ernest Rutherford foi convencido por J. J. Thomson a trabalhar com o fenômeno então recentemente descoberto: a radioatividade. Seu trabalho permitiu a elaboração de um modelo atômico que possibilitou o entendimento da radiação emitida pelos átomos de urânio, polônio e rádio.

Aos 26 anos de idade, Rutherford fez sua maior descoberta. Estudando a emissão de radiação do urânio e do tório, observou que existem dois tipos distintos de radiação: uma que é rapidamente absorvia (), e outra com maior poder de penetração, que denominamos de radiação beta.

Para continuar sua pesquisa a respeito da radioatividade e outros assuntos relacionados, acesse aos links desta postagem.

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