sábado, 12 de setembro de 2015

Cromatografia em Papel – “A Escrita da Cor” – O segredo das cores das canetas

Cromatografia em Papel
A palavra cromatografia deriva do grego chomatós (cor) e graphéin (escrever). Significa, portanto, “a escrita da cor”. Esse nome foi dado em 1903 por Michael Tswett, botânico russo, a uma técnica inventada por ele para separar os pigmentos de determinadas plantas em zonas de cores bem distintas. Atualmente a cromatografia também se aplica a substâncias incolores. O nome foi mantido apenas por questões históricas.

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A cromatografia é hoje utilizada para identificar e separar os componentes de uma mistura cuja separação seria muito difícil ou mesmo inviável por outro método.

Está presente em todas as áreas científicas. É usada na medicina legal para investigar casos de envenenamentos, em exames de soro sanguíneo e urina, na identificação de estimulantes ingeridos por atletas, na determinação dos componentes de um perfume, na análise de produtos obtidos por fermentação.

Existem vários tipos de cromatografia. Todas envolvem uma faze móvel, que pode ser líquida ou gasosa, e uma faze estacionária, que pode ser líquida ou sólida.

Na cromatografia em papel, a fase móvel é o solvente inerte (que não reage com as substâncias da mistura que será analisada), como a água e o álcool etílico.

A fase estacionária é uma tira de papel denominada de cromatograma, que pode ser feita de papel de filtro e irá conter a mistura em questão.

O princípio da cromatografia em papel é o seguinte: quando a ponta da tira de papel que contém a amostra da mistura é mergulhada no líquido solvente (fase móvel), esse líquido sobe pelo papel arrastando as substâncias existentes na mistura com ele.

Cromatografia em Papel

O líquido sobe no papel porque a área do papel é menor que a área do recipiente que contém o líquido. Como a pressão atmosférica é constante e é expressa pela razão: pressão = força/área, se a área diminui, a força sobreo líquido diminui e ele sobe pelo papel.

Cada substância da mistura possui uma afinidade diferente com o solvente (capacidade de dissolver). Desse modo, as substâncias que possuem uma maior afinidade são arrastadas mais depressa, e as que possuem menor afinidade, mais devagar.

O resultado é que depois de um certo tempo, quando a fase móvel atingir a altura máxima na tira de papel, as substâncias estarão separadas em faixas de cores distintas.

O surgimento de zonas incolores pode significar a existência de alguma substância incolor na mistura.


Experimento: cromatografia em papel

Para fazer essa experiência de um modo bem simples, prepare o material de maneira descrita abaixo:

1º) Recorte tiras de papel de filtro com aproximadamente 12 cm de comprimento e 2 cm de largura.

2º) Faça um risco forte com a tinta de uma caneta esferográfica preta (mistura que será analisada) a uns 3 cm da ponta da tira de papel.

3º) Fixe a outra ponta da tira de papel na parte central de um lápis, como mostra a foto a seguir.

4º) Coloque um pouco de álcool etílico em um copo de vidro transparente e apoie o lápis na borda do copo fazendo com que a extremidade da tira fique mergulhada no álcool.

5º) O risco de caneta preta deve ser localizado um pouco acima do nível do álcool.


Deixe o sistema em repouso por algumas horas e observe a separação dos componentes da tinta esferográfica

Um MOL de abraços, a você!

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