segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

OS ALQUIMISTAS E O NASCIMENTO DA QUÍMICA MODERNA

A Alquimia é uma prática ancestral, a antiga química exercitada na Era Medieval. Ela une em seu amplo aspecto cognitivo noções de química, física, astrologia, arte, metalurgia, medicina, misticismo e religião. Embora a Alquimia não seja atualmente considerada uma Ciência, tal como o conhecimento científico é hoje concebido, e sim uma visão espiritual mais preocupada com antigas tradições do que com a descoberta de novidades, ela é considerada uma ancestral da Química moderna e da própria Medicina. Além das experiências químicas de que se ocupavam os alquimistas, havia a constante preocupação com a realização de uma série de ritos.



Foram os filósofos gregos da Antiguidade os primeiros que se preocuparam com a explicação dos fenômenos da natureza. Assim, por exemplo, Leucipo de Mileto (nascimento: cerca de 500 a.C.) e seu discípulo Demócrito de Abdera (460-370 a.C.) afirmavam que todas as coisas deste mundo (um grão de areia, uma gota de água, etc.) poderiam ser divididas em partículas cada vez menores, até se chegar a uma partícula mínima que não poderia mais ser dividida e que seria denominada átomo (do grego: a, "não", e tomos, "partes"); essa ideia, que não se firmou na época e só veio a renascer na Química, muitos séculos depois. Isso ocorreu em grande parte devido a influencia do grande filósofo grego da Antiguidade Aristóteles (384-322a.C.), que acreditava, ao contrário de Demócrito, que a matéria poderia ser dividida infinitamente e que tudo o que existia no Universo era formado pela reunião, em quantidades variáveis, de quatro elementos: terra, água, fogo e ar. Considerando que, durante séculos, eram trabalhos completamente distintos e separados: o dos artesãos, que faziam as coisas, e o dos pensadores, que tentavam explicar os fenômenos, é fácil concluir por que a Ciência, e em particular a Química, levou tanto tempo para progredir. As ideias de Aristóteles permaneceram praticamente inalteradas, orientando a Ciência, por quase 2000 anos.

Química e alquimia coexistiram até meados do século XVII. Então, em 1661, o químico britânico Robert Boyle (1627-91) publicou O químico cético. Este livro ajudou a separar a química da alquimia. Boyle usou as ideias do monge e filósofo Roger Bacon para firmar as regras de uma investigação científica cuidadosa. Ele descreveu experimentos que provaram que o sistema dos quatro elementos não poderia explicar o comportamento de muitas substâncias. O interesse pela alquimia esvaneceu enquanto os químicos começavam a se concentrar na purificação de substâncias e na investigação cuidadosa de suas propriedades.
Em 1776, o cientista britânico Henry Cavendish descobriu um meio para fazer o gás hidrogênio colocando ácido em metais como o zinco ou o ferro. Ele chamou este gás de "ar inflamável" quando descobriu que um palito de fósforo aceso o incendiaria.

Por volta de 1772, o químico sueco Carl Scheele (1742-1786) descobriu a presença do oxigênio no ar. Em 1781, químico britânico Joseph Priestley (1733-1804) mostrou que se forma água quando o hidrogênio é queimado no ar. Mais tarde, Cavendish fez água queimando hidrogênio em oxigênio. Todos esses resultados foram coletados por mais de 15 anos, mais ninguém os entendia completamente. Então, em 1783, o químico francês Antoine-Laurent Lavoisier repetiu os mesmos experimentos e usou as ideias dos elementos para explicar os resultados.



Lavoisier disse que o hidrogênio e oxigênio são elementos e que a água é um composto de hidrogênio e oxigênio. Ele também sugeriu que metais são elementos e que ácidos são compostos que contêm hidrogênio. Quando metais e ácidos são misturados, o metal ocupa o lugar do hidrogênio, que é liberado como um gás. A ideia de Lavoisier, de que elementos se separam de outros e se unem em diferentes combinações, é um dos fundamentos da química moderna.


O francês Lavoisier é considerado por muitos estudiosos comoo pai da Química moderna.

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